Bom, depois de termos passado um grande tempo em branco, voltamos a postar neste blog, que já nos rendeu boas discussões e aprendizado em alguns posts com mais de 60 comentários. Graças a Deus! temos alcançado o nosso objetivo. Mais vamos que vamos… precisamos alcançar mais vidas!
Neste sábado, 26, estivemos participando do Encontro Regional de Jovens na 5ª Igreja do Evangelho Quadrangular de Navegantes. Nossa banda, Livres por Ti, esteve lá também, junto com o Coordenador de Jovens, Pr. João, foi uma bênção, mais o que mais nos chamou a atenção já aconteceu na parte da tarde.
Estávamos passando o som, fazendo algumas mudanças e chegou um camarada com mais dois acompanhando, ele com dread, tatuagens nas mãos, símbolo matemático de “igual”, com uma camiseta escrita “surfistas de Cristo”. Um deles, com dois alargadores, em ambas as orelhas e um piercing no rosto. Vou ser sincero… Levamos um choque! Um camarada da banda perguntou se o camarada com sinal de “igual” nas mãos e dread na cabeça era o Pastor… e ele respondeu: -Sim! Ops! Chocou mais ainda. Vamos ser sinceros! Preconceito não existe! Mentira pura! Somos guiados pelas aparências, se aparecesse alguém vestido com um terno italiano, cabelo cheio de gel penteado para trás com um sapato cheio de lustre ninguém iria nem perguntar… Era o Pastor da noite!
Então, nosso amigo até aqui designado como “camarada”, tratava-se do Pr. Lu, da Igreja MC2 de Tubarão, SC, com o seu baterista Marcus Cardoso“Kbça” e seu baixista Diogo Maia “banana”, que juntos formam a banda Lú e Dread Zion. Após a primeira parte, eles assumiram o comando da noite deixando eu e muita gente de boca aberta! Ao som de um Reggae muito bem feito, com batera, baixo, guitarra e uma voz. Como eu tenho costume de dizer, “quebraram tudo”. Reggae gostoso de ouvir, com canções bem conhecidas como “eu navegarei” e “se o Espírito de Deus se move em mim”, foram embalando a galera e o negócio foi ficando bom demais!
Então veio o momento da palavra e o negócio começou a pegar pro nosso lado. Pr. Lu ministrou sobre o assunto do título do nosso post, evangelismo urbano, e deixou a gente com uma pulga atrás da orelha. Em um pouco mais de meia hora, percebemos o quanto precisamos sair de quatro paredes, da “Igreja” literalmente e mostrar nossa própria história de vida e de vitórias para as pessoas que estão dentro do nosso próprio lar e se eles já conhecem a verdade, então nos desafiou a levar as boas novas aos nossos primos, vizinhos e a quem Deus permitir. Nos contou sobre experiências com moradores de ruas, drogados, portadores de HIV e percebemos que temos feito muito pouco. É preciso acordar-mos e começar a mudar nossos hábitos frequentes simples de ir e voltar da igreja, voltarmos ao primeiro amor e ir em busca das almas! Lá nos confins da terra? você pode perguntar, não, aqueles que estão o mais perto possível. Aquele morador de rua que dorme na praça, aquele mendigo que te pede um copo de água.
Precisamos acordar e deixar os preconceitos de lado, dentro e fora da igreja, e frutificar, extender as mãos aquele que necessitam de uma mudança de vida! Você pode ser o instrumento usado por Deus para a transformação de muitas pessoas com o seu próprio testemunho, mas se não temos um testemunho de vida para dar para alguém, está na hora de nos preocuparmos mais. Depende de você.
Em Cristo,
Artur Pereira Júnior
Editor
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